sábado, 12 de maio de 2012

D25-5_AVA03 - Método “Pedagogizador” e a Prática Educacional voltada para intersubjetividade.


 
Método "Pedagogizador"         O  método  “pedagogizador”  está relacionado a  instrução do aluno, onde ele reproduz o conhecimento, aplica técnicas para que ele seja treinado.                   Esse modelo tem sido um dos maiores desafios contemporâneos e seus críticos buscam   superá-lo. Seu suporte é a consideração de que há dois fatores estanques em todos os processos em que algum tipo de conhecimento seja requerido: um sujeito de conhecimento de um lado, e uma realidade a ser conhecida de outro.   A consequência para a educação, bem como em termos de propostas pedagógicas, é a restrição à aplicação de técnicas a um sujeito, o aluno, tratado como objeto a ser conhecido e treinado. 
Em contraposição, há um modelo calcado na intersubjetividade, mais  apto a conduzir para a educação, entendida num sentido construção de pessoas emancipadas, criativas, autônomas.   
A prática Educacional voltada para a intersubjetividade, produtora de sujeitos capazes de linguagem e de ação, com opinião e vontade formadas de modo a possibilitar liberdade comunicativa, calcada em razões e argumentações justificadas, legítimas, são os pressupostos de q ualquer sociedade democrática, essenciais à educação. As práticas educacionais, ao produzirem indivíduos mais livres, autônomos, e não autômatos, capazes de avaliar seus atos à luz dos acontecimentos, à luz das normas sociais legítimas e legitimadas em processos jurídicos, políticos, usando suas próprias cabeças, e tendo propósitos sinceros e abertos à crítica, são fundamentais para as práticas educacionais. E estas representam o solo de germinação da ação comunicativa.
 A importância extrema da educação decorre de ela servir como anteparo à tecnicização, à colonização do mundo da vida pelo sistema, mas também deve servir para intervir no meio dinheiro e poder, de modo a enfrentá-los pela democracia e pelo direito.
Referência:
Filosofia da Educação (JARDIM, BORGES & FREITAS at al, 2011)
CHAUI, Marilene, Filosofia Novo Ensino Médio. Ed. Atica, 2005

4 comentários:

  1. Em contraposição ao Método“Pedagogizador” temos a teoria comunicativa habermasiana que é um pressuposto de que, todos os membros da sociedade têm condições e direito de participar do diálogo necessário para repensar e reconstruir as leis que regem a sociedade, através da busca argumentativa, e isto implica processos de comunicação através dos quais se questiona o mundo envolvido pelo sistema técnico-instrumental.
    Teoria da Ação Comunicativa, proposta por Habermas, pode contribuir para uma educação voltada para a emancipação dos sujeitos. Porém notamos que as propostas pedagógicas ainda estão direcionadas a uma aplicação de técnicas a um sujeito, o aluno, tratado meramente como um objeto a ser conhecido e treinado para atender as exigências do mercado. Esse modelo de educação tem sido pensado como um dos maiores desafios da contemporaneidade, e os seus críticos vem tentando superar o estilo “pedagogizador” da educação.

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    1. Luciene, concordo contigo que todos os membros da sociedade têm condições e direito de participar do diálogo necessário para repensar e reconstruir as leis que regem a sociedade, através da busca argumentativa e também estudar novas propostas para atender as necessidades e questões que envolvem o processo ensino aprendizagem e os métodos melhores a serem usados no ensino.

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  2. O método pedagogizador é o que se resume a instruir, reproduzir um tipo de conhecimento que não é relevante para as reais necessidades do aluno. Esse modelo de educação tem sido pensado como um dos maiores desafios da contemporaneidade, e os seus críticos vem tentando superar o estilo pedagogizador da educação. Para inverter o modelo de educação pautado pelo estilo pedagogizador, torna-se necessário fazermos propostas para uma educação mais consistente e comprometida com uma efetiva emancipação do sujeito. Dessa forma, acreditamos que uma prática pedagógica associada à Teoria da Ação Comunicativa proposta por Habermas pode contribuir para um pensar crítico em prol de uma educação voltada para a formação do sujeito emancipado, sensível e ético.

    A prática da intersubjetividade segundo a proposta da Teoria da Ação Comunicativa permite a conciliação de dois mundos: o mundo do sistema e o mundo da vida, onde a teoria e a prática estão interligadas através de ações concretas, numa dinâmica comunicativa entre os atores envolvidos visando novas racionalidades. Nesse sentido, um modelo de educação calcado na intersubjetividade é o mais apto para a construção de pessoas realmente esclarecidas, criativas e autônomas.

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  3. Roberta,
    a questão da necessidade de novos modelos para a educação temos visto em várias pesquisas. E aos poucos vem surgindo novas perspectivas de melhoria para as práticas pedagógicas que são capazes de atender as ações comunitárias, Logo, conquistas na teoria e a prática pedagógica do processo ensino aprendizagem na escola. Assim, certamente um novo mundo teremos. Pois, com a sociedade educada, teremos mais justiça social, mais ideias para promover o uso da cidadania na prática do cotidiano desde os primeiros passos da educação na vida do ser humano.

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