.Racionalismo
O surgimento do Racionalismo, tomado apenas etimologicamente, é um termo um tanto vago. Nada mais seria que uma perspectiva cultural pela qual o homem chega a verdades absolutas apenas com o uso da faculdade da razão. René Descartes é considerado o “pai do Racionalismo moderno”. Foi uma das correntes filosófico-científicas do homem da Idade Moderna.
O que o Racionalismo buscava, na verdade, era conhecer a essência. Por isso, não se prendia aos fatos e ao mundo sensível, mas afirmava que a razão humana poderia transcender e chegar ao conhecimento de realidades supra-sensíveis, pela força da abstração e das concatenações racionais.
O Cristianismo era Cristandade. Igreja e Estado unidos num casamento que parecia indissolúvel. Com e processo de feudalização originado ainda no final da Antigüidade e princípio do período Medieval essa situação se agravou. Toda a conjuntura política, econômica, social, cultural e religiosa era profundamente marcada pela influência da Igreja. Portanto, não é de se admirar que a visão de mundo das pessoas fosse aquela pregada dos púlpitos das igrejas, catedrais e basílicas.
René Descartes
A produção intelectual de Descartes foi uma inovação em diversos sentidos. O “Discurso do método”, sua obra mais famosa é pequena em extensão, porém grande nas idéias que veicula. E mais, foi escrita não em latim, como gostavam e prescreviam os escolásticos, mas em vernáculo (francês), o que possibilitava o conhecimento não apenas aos eruditos como a um círculo um pouco maior de pessoas (um pouco porque a maior parte da população era analfabeta).
O método de Descartes é o da dúvida. Para a razão funcionar bem, é necessário limpar o terreno da mente de todo preconceito; é preciso, num primeiro momento duvidar de tudo, principalmente do que já se tem estabelecido como verdade absoluta, como dogma. A partir de então, deve-se buscar verdades elementares, verdades que se bastem a si próprias e não precisam de outras precedentes. Pois, duvidando de tudo, aquilo que conseguir se estabelecer como verdade depois disso tem necessariamente que ser uma verdade absoluta. O que se quer com esse método é a garantia de idéias claras e distintas
EmpirismoA produção intelectual de Descartes foi uma inovação em diversos sentidos. O “Discurso do método”, sua obra mais famosa é pequena em extensão, porém grande nas idéias que veicula. E mais, foi escrita não em latim, como gostavam e prescreviam os escolásticos, mas em vernáculo (francês), o que possibilitava o conhecimento não apenas aos eruditos como a um círculo um pouco maior de pessoas (um pouco porque a maior parte da população era analfabeta).
O método de Descartes é o da dúvida. Para a razão funcionar bem, é necessário limpar o terreno da mente de todo preconceito; é preciso, num primeiro momento duvidar de tudo, principalmente do que já se tem estabelecido como verdade absoluta, como dogma. A partir de então, deve-se buscar verdades elementares, verdades que se bastem a si próprias e não precisam de outras precedentes. Pois, duvidando de tudo, aquilo que conseguir se estabelecer como verdade depois disso tem necessariamente que ser uma verdade absoluta. O que se quer com esse método é a garantia de idéias claras e distintas
O método empírico de Francis Bacon e de Thomas Hobbes influenciou toda uma geração de filósofos no Reino Unido a partir do século XVII. John Locke é considerado o fundador dessa tradição, que ficou conhecida como empirismo britânico, em oposição ao racionalismo que predominava na maior parte da Europa continental.
Em seu livro Ensaio Sobre o Entendimento Humano, Locke descreve a mente humana como uma tabula rasa (literalmente, uma "ardósia em branco"), onde, por meio da experiência, vão sendo gravadas as idéias. A partir dessa análise empirista da epistemologia, Locke diferencia dois tipos de idéias: as idéias simples, sobre as quais não se poderia estabelecer distinções, como a de amarelo, duro, etc., e as idéias complexas, que seriam associações de idéias simples (por exemplo ouro — que é uma substância dura e de cor amarelada). Com isso, formaría-se um conceito abstrato da substância material.
O conhecimento para Hume é todo baseado na experiência, partindo e derivando da mesma. Observa-se na ciência moderna aspectos da proposta empirista. Pode-se ver que o trabalho da ciência gira em torno da busca de experimentos, após tê-los realizado e testada sua eficácia, é estabelecida um teoria. Como por exemplo um remédio X para acabar com uma dor de cabeça, depois de ser experimentado por uma pessoa e tiver eficácia, provavelmente a pessoa voltará a usá-lo quando tiver dor.
Embora no geral seja relacionado com a teoria do conhecimento, o empirismo, ao longo da história da filosofia, teve implicações na lógica, filosofia da linguagem, filosofia política, teologia, ética, dentre outros ramos.
Criticismo tem origem no alemão Kritizismus, representa em filosofia a posição metodológica própria do kantismo. Caracteriza-se por considerar que a análise crítica da possibilidade, da origem, do valor, das leis e dos limites do conhecimento racional constituem-se no ponto de partida da reflexão filosófica. Doutrina filosófica que tem como objeto o processo pelo qual se estrutura o conhecimento. Estabelecida pelo filósofo alemão Immanuel Kant, a partir das críticas ao empirismo e ao racionalismo.
Pesquisa:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Criticismo
http://pensamentoextemporaneo.wordpress.com/2009/11/07/o-empirismo-de-david-hume/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Empirismo
http://meuartigo.brasilescola.com/filosofia/o-paradigma-racionalista-ciencia.htm
O Racionalismo de René Descartes traz uma nova maneira de ver e analisar o mundo a partir do uso da razão que vai contra o uso da fé para explicar as causas e os fenômenos que era tão usado na época. Já o empirismo parte do pressuposto de que as coisas e suas causas só podem ser conhecidas a partir das experiências (e métodos). A razão torna-se um instrumento conclusivo para análise de resultados acerca do que foi experimentado e comprovado. O criticismo nasce da crítica ao racionalismo e empirismo e afirma que só podemos aprender e ver a verdade através das nossas sensações (sentidos).
ResponderExcluirDescartes é considerado o primeiro filósofo moderno. A sua contribuição à epistemologia é essencial, assim como às ciências naturais por ter estabelecido um método que ajudou no seu desenvolvimento. Descartes criou, em suas obras Discurso sobre o método e Meditações - a primeira escrita em francês, a segunda escrita em latim, língua tradicionalmente utilizada nos textos eruditos de sua época - as bases da ciência contemporânea.
ExcluirPara o empirismo a experiência é a fonte de todo o conhecimento, mas também o seu limite. Os empiristas negam a existência de ideias inatas, como defendiam Platão e Descartes. A mente está vazia antes de receber qualquer tipo de informação proveniente dos sentidos. Todo o conhecimento sobre as coisas, mesmo aquele em que se elabora leis universais, provém da experiência, por isso mesmo, só é válido dentro dos limites do observável.
ResponderExcluirOs empiristas reservam para a razão a função de uma mera organização de dados da experiência sensível, sendo as ideias ou conceitos da razão simples cópias ou combinações de dados provenientes da experiência.
Fonte:http://afilosofia.no.sapo.pt/11.Modelosexplicativos.1.htm. Acesso 04 de maio de 2012.
Luciene,
ExcluirO empirismo é a sabedoria adquirida por percepções; pela origem das ideias por onde se percebe as coisas, independente de seus objetivos e significados; pela relação de causa-efeito por onde fixamos na mente o que é percebido atribuindo à percepção causas e efeitos; pela autonomia do sujeito que afirma a variação da consciência de acordo com cada momento; pela concepção da razão que não vê diferença entre o espírito e extensão, como propõe o racionalismo e ainda pela matemática como linguagem que afirma a inexistência de hipóteses.